segunda-feira, 17 de outubro de 2011






Era um sábio vedantín, isto é, que ele acreditava na unidade que se manifesta como diversidade.
Ele estava falando a seus discípulos sobre o ser supremo e o indivíduo , explicando que eles são os mesmos. Ele afirmou:
-Da mesma forma que o ser supremo existe dentro de si, também existe dentro de cada um de nós.
Um dos discípulos respondeu:
-Mas, mestre, como podemos estar como o ser supremo, quando ele é tão imenso e poderoso?...Universos infinitos habitam dentro dele. Nós somos partículas ao seu lado.
O sábio pediu ao discípulo que ele se aproxima-se da água do Rio Ganges e apanhasse um pouco. O discípulo fez isso.
Ele tomou uma bacia de água e apresentou-o ao sábio; mas ele protestou:
-Pedi a água do Rio Ganges.
Isto não pode ser a água do Rio.
-Claro que é- diz desanimado o discípulo.
-Há peixes e tartarugas no Ganges, as vacas vêm beber nela, pessoas banham-se nele.
Esta água não pode ser do Ganges.
- claro que é -Insistiu o discípulo-, mas essas pequena quantidade não pode conter nenhum peixe, tartarugas, nem vacas nem devotos.
-Você está certo - disse o sábio-. Agora devolve a água ao Rio.
Então fiz o discípulo e mais tarde retornou com o sábio, que explicou:
- O eu individual é como a água na bacia. É um com o ser supremo, mas lá é limitada e, por conseguinte, parece diferente. Ao devolver a água da bacia ao Rio, ele retornou à contagem de peixes, tartarugas, vacas e devotos. Se você meditar corretamente, você entenderà que você é o ser supremo e você está em tudo como ele.
* O mestre disse: mesmo em uma lâmina de grama é encontrada a alma Universal.

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